14.2.18

As Minhas 5 Histórias de Amor Favoritas



Sim, sou uma romântica incurável. Sim, sou o tipo de namorada que oferece coisas pirosas no Dia de S. Valentim. Até mesmo quando era solteira - sim gente, isso acontece - adorava o 14 de Fevereiro, mesmo tendo plena noção que é um dia criado pelo capitalismo para vender, bla bla bla. Em vez de vos trazer promoções de livros, sugestões de presentes para oferecer para ele & ela, resolvi abordar um bocadinho o amor na ficção. Sim, sou mesmo muito lamechas. Podemos continuar agora?


Para já, deixem-me dizer-vos que sou o tipo de leitora que ganha interesse num enredo mediante o romance existente na história. O que é que eu posso dizer? Adoro aqueles romances difíceis, apelidados de slow-burn: romances que demoram imenso tempo a acontecer, que passam por momentos atribulados e que nos levam lentamente à loucura porque só. queremos. que. eles. fiquem. juntos (!!!!!). Também gosto de histórias rápidas, mas gosto acima de tudo de uma boa história de amor, bem centrada na história em si. 

Por favor, não pensem mal de mim. Também já li livros e vi séries onde as relações amorosas não são importantes ou praticamente inexistentes. Não, não sou fã incondicional da Margarida Rebelo Pinto, Pedro Chagas Freitas ou Nicholas Sparks. Na verdade, esse tipo de escrita irrita-me um bocadinho.

Dito isto, e porque este espírito romântico que anda no ar em Fevereiro me dá vontade de reler e rever tudo, deixo-vos aqui as minhas 5 histórias de amor favoritas, porque não há nada melhor do que uma boa história pirosa para complementar o nosso mood no dia de S. Valentim:




Romance histórico? Check. Primeiro o ódio, depois o amor? Check. Crítica à sociedade da altura ao mesmo tempo que se aborda o feminismo em pleno séc. XIX? Check, check, check. Pride and Prejudice (1813), de Jane Austen, não só acaba por ser o meu livro favorito, como também tem a minha história de amor predilecta e ainda complementa a lista de melhor filme, na versão de 2005 com a Keira Knightley e Matthew Mcfadyen.

Adoro pensar que Elizabeth começou por odiar Mr. Darcy, não fosse ele um snob típico da altura, preconceituoso com tudo o que fosse inferior a classe alta. Adoro a forma como ambas as personagens modificaram as suas opiniões ao longo da história, não sem antes nós, leitores, passarmos por momentos agonizantes onde Lizzie rejeita furiosamente Darcy, dizendo que o odeia. E, helloooo? Todos nós precisamos de um Darcy na vida, que olhe para nós com sinceridade e nos diga o quão ardentemente nos ama.




Não tenho como evitar isto, não fosse a série The Vampire Diaries (2009-2017) o meu guilty pleasure desde os meus 15 anos. Eu sei que o programa foi piorando nas últimas temporadas, mas adorei todo o enredo em torno do vampiro maléfico que se modifica porque se apaixona por uma humana adolescente. Sim, há muitas coisas erradas em toda esta temática vampiresca, mas não podemos julgar todas as histórias sobrenaturais do género só porque o Twilight (2008) existiu, sim?

O problema é que eu adoro bad boys em todos os romances. E gosto quando os bad boys ficam bonzinhos porque se apaixonaram por quem não deviam e/ou não queriam. Eu sei que vou soar muito white girl ao dizer isto, mas ser Team Stefan era aceitar um pãozinho sem sal, incapaz de correr riscos até ter ficado (graçá Deu!) sem a Elena. Ser Team Damon, por outro lado, significava ter romance e diversão tudo no mesmo pacote. Quem prefere pão insonso? Uhm? Ninguém, eu sei.




Sinceramente, eu já disse tanta coisa sobre Outlander (1991) que começo a ter vergonha por cada vez que menciono a história de amor entre Claire e Jamie. Mas sim, continuo apaixonada por eles. Sim, continuo a sonhar com kilts e highlanders. Sim, o Sam Heughan continua a ser o actor mais lindo de todo o Universo, especialmente quando faz de Jamie Fraser. Sim para tudo. 

Se quiserem saber mais sobre o primeiro livro, vejam a minha opinião aqui. E se quiserem saber sobre a grande obsessão de 2017, que foi a série de televisão que adaptou a obra de Diana Gabaldon, vejam aqui. Tirando isso, vou esconder-me silenciosamente e tentar ignorar os comentários desse lado que são mais ou menos isto: "Outra vez Outlander, Sónia?" seguido de um revirar de olhos perfeito. Sorry, not sorry guys. 




Não sei se já há uma definição oficial de slow-burn nos dicionários, mas se houvesse tinha que mencionar, com toda a certeza, o romance entre Clarke e Bellamy. Recentemente contei-vos que escrevo fanfiction e ando a desenvolver uma história baseada neste pseudo-casal da série The 100 (2014), baseada nos livros de Kass Morgan, e se isto não é a maior prova do quanto quero que eles fiquem juntos, então não sei. Porque quatro temporadas e muitos interesses amorosos depois, my ship still hasn't sailed. E estou a fazer imensas macumbas para que finalmente aconteça na 5ª temporada.



Acho que já disse algures no blogue que Doctor Who (2005) é das minhas séries de ficção científica favoritas, pelo que estes dois tinham que estar nesta lista, desse por onde desse. Se não sabem, o Doctor é um alien que se regenera completamente cada vez que está à beira da morte, sendo mais ou menos imortal. Cada regeneração traz uma personalidade e um corpo diferentes. A cada duas temporadas, mais ou menos, a série muda de actor para interpretar o nosso time-lord predilecto, juntamente com os companheiros que se aventuram a viajar com ele no espaço e no tempo.

O 10th Doctor, interpretado por David Tennant, é a minha regeneração favorita. Juntamente com Rose Tyler (Billie Piper), são imparáveis, únicos. É bastante claro que sentem algo um pelo outro, mas fazem parte daqueles romances fictícios que nunca chegam realmente a acontecer por causa de uma catástrofe qualquer. Toda a gente adora o Titanic (1997) por alguma razão, e com estes dois também acabou tudo de forma trágica, não deixando ainda de ser um amor bonito e único. 


***

Acusem-se: são uns românticos incuráveis como eu? Quais as vossas histórias de amor favoritas? Feliz Dia de S. Valentim para todos! 💓

2 comments

  1. Vou-me focar somente numa das histórias de amor que partilhaste, porque das restantes não tenho conhecimento suficiente. «Pride and Prejudice (1813), de Jane Austen, não só acaba por ser o meu livro favorito, como também tem a minha história de amor predilecta». Revi-me tanto nesta parte, porque sinto exatamente o mesmo. O livro é fabuloso e a história de Elizabeth e Mr. Darcy é absolutamente arrebatadora. Posso ler/ver o filme regularmente, que nunca me cansarei *.*

    ReplyDelete
    Replies
    1. Já perdi a conta da quantidade de vezes que revi o filme! É mesmo a minha história de amor favorita, o livro que me fez amar romances históricos. Comprei a bibliografia completa dela em inglês e quero também ler "Pride and Prejudice" em inglês, visto só ter lido ainda em português :)

      Delete

© by the library. Design by FCD.