11.1.18

The Crown (2016)



Se são leitores assíduos do blogue já há algum tempo, certamente já repararam no meu para sempre amor por séries históricas, preferencialmente com monarquia incluída, mas que tenham a capacidade de ir buscar uma certa época e inserir a história nos seus costumes e culturas. A minha última adição ao meu romance com os séculos anteriores é a série da Netflix, The Crown (2016). E como ainda só vi a primeira temporada, resolvi fazer uma pequena review com os meus aspectos favoritos da série e o entusiasmo ao caminhar para a segunda temporada. 




Tenho uma paixão enorme pela história do Reino Unido, ficando automaticamente interessada quando surgem novas séries que exploram, ficção ou não, a cultura e os costumes de uma nação tão única e entusiasmante. Já todos sabemos o meu amor por Outlander (2014), que explora um bocadinho os conflitos entre escoceses e ingleses no séc. XVIII, mas também existem outras que despertaram o meu interesse e que fizeram um trabalho fenomenal na sua produção: The White Queen (2013), uma mini-série que adapta o romance ficcional de Phillippa Gregory, The Cousin's War; Victoria (2016), a minha obsessão mais recente, baseada em factos reais, sobre o reinado da Rainha Victoria de Inglaterra; e, direccionada para a aristocracia inglesa mas ainda assim das melhores séries alguma vez produzidas, Downton Abbey (2010-2015), sobre a família Crawley e a sua habituação aos novos costumes do século XX.


The Crown é uma série biográfica que nos conta a vida de Elizabeth II, rainha actual da Inglaterra, desde o momento do seu casamento e passando pela sua coroação após o falecimento abrupto do pai. 


Devo confessar-vos que não sabia absolutamente nada da história de Elizabeth, uma história repleta de desafios e polémicas desde muito cedo. Normalmente, neste tipo de séries, estou sempre agarrada à Wikipedia para fazer comparações entre as personagens principais e a realidade, lendo factos e curiosidades ao tentar perceber o que é ficção e o que é real. Com esta série, todavia, achei extremamente interessante já haver relatos televisivos para além de artigos escritos, por isso estive sempre a parar os episódios e a comparar pequenos clips do Youtube com cerimónias oficiais documentadas. 

Há uma seriedade e um respeito na série que, acho eu, talvez tenham que ver com o facto de a rainha Elizabeth II ainda estar viva e de boa saúde. Digo isto porque, por exemplo, em Victoria exploram muito mais pormenorizadamente o romance entre a rainha e o príncipe Albert (para além do facto de a própria série ter adaptado um romance de Daisy Goodwin), ao passo que em The Crown há um maior distanciamento do romance, procurando abordar os conflitos entre família, as dificuldades em distanciar o que é ser rainha do que é ser mãe/esposa/irmã, etc. 

Ainda assim, e vindo de uma pessoa que, na maior parte das vezes, precisa de um bom romance para se manter agarrada a uma história (sim, sou esse tipo de rapariga chata e lamechas que adora uma boa história de amor), fiquei 100% cativada e presa à história, rindo-me várias vezes com o humor e sarcasmo típico dos ingleses, de tal modo que terminei a 1ª temporada num ápice.



4 razões mais-do-que-óbvias para verem The Crown


1. MATT SMITH // Desde Doctor Who (2005) que sou fã incondicional de Matt Smith, actor que interpretou o 11th Doctor. Nesta série, Matt Smith faz o papel de Príncipe Philip, marido de Elizabeth, um papel muito mais sério e completamente distinto daquele que interpretou em Doctor Who. E devo dizer-vos que é simplesmente maravilhoso vê-lo no meu ecrã novamente, trespassando para o público a dificuldade que este homem sentiu, ao estar na sombra da mulher e ter que lidar com as decisões difíceis que uma Rainha tem que tomar, mesmo dentro do próprio casamento e que, ainda assim, permanece bem-humorado e com os pés bens assentes na Terra. 

2. LILIBET, A RAINHA-MULHER // Interpretar uma rainha tão inesquecível como Elizabeth II tem a sua devida importância e dificuldades. Claire Foy, ainda assim, é de uma excelência brutal ao longo da primeira temporada, adoptando os pequenos traços da rainha, algo que reparamos desde muito cedo, tendo como exemplo a forma como posiciona as mãos no colo, constantemente. Nesta primeira parte da história, contudo, sentimos acima de tudo o peso de uma mulher que age nem sempre para o benefício da própria família, mas acima de tudo da Coroa, passando aqui para o lado do público essa dificuldade em ser rainha-mulher. 

3. O INÍCIO DO MUNDO TECNOLÓGICO // Não fosse esta uma série da Netflix, há uma série de detalhes dedicados às evoluções tecnológicas que não passam despercebidos. Dou especial atenção ao telefone, pois sempre que há uma chamada para a Rainha, esta tem que passar por uma série de pessoas, que fazem ligações com cabos por forma a transferir a chamada até chegar a Buckingham Palace. A televisão também tem a sua importância, pois foi com a coroação de Elizabeth que este tipo de cerimónias passaram a ser projectados para o pequeno ecrã para o resto do mundo ver. 

4. O MUNDO DA MODA // Obviamente que ser a pessoa mais importante de Inglaterra implica que todos os olhos estejam sempre à espreita, sendo obrigatório um grande cuidado em tudo, moda incluída. Uma dos meus aspectos favoritos em séries históricas é a forma como as personagens se vestiam, sendo que em The Crown conseguimos contemplar vestidos lindíssimos, dignos de uma Rainha. É ainda interessar reparar no contraste entre a Rainha Elizabeth e a sua irmã, Margaret; onde a primeira tem que ser mais clássica e conservadora, a outra não deixa de usar outfits mais modernos e arrojados. Adorei especialmente as calças de cintura subida que Margaret usou várias vezes na série.

***


Dito isto, e se forem amantes de história e de uma boa pitada de drama no seio de uma família monárquica, The Crown é a série indicada para vocês. Assim que tiver tempo, vou com toda a certeza aventurar-me na segunda temporada, que deve igualmente prometer bastante! 

Já viram The Crown? O que acharam da série?

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