MÚSICA // Hang Massive: uma Paixão Improvável

14.12.17 LAV - Lisboa ao Vivo, Lisboa



Tenho uma relação muito peculiar com a música. Posso estar dias sem ouvir uma única música, como posso estar uma semana inteira em modo non-stop com a ajuda do Spotify ou do Youtube. Posso estar em modo rock, a sentir-me mais próxima do indie ou simplesmente apetecer-me dançar e entregar-me ao kizomba ou reggaeton. Sinto que tenho esta vantagem de gostar de tudo um pouco, o que me dá liberdade para apreciar todos os estilos de música e estar sempre confortável com qualquer tipo de grupo, ouvindo qualquer tipo de música. 

O que eu não esperava, contudo, era sentir essa versatilidade numa banda que, por ser tão especial, podia muito bem ser inserida num estereótipo e ser daquele tipo de música que é mencionada pelo menos uma vez na vida como "não é, de todo, para toda a gente". Hang Massive é exactamente o oposto disso: dedicada a um género único e lindíssimo, que nos transmite uma paz de espírito inexplicável e que é para todos... Até mesmo aqueles que pensam o contrário.


Fiquei a conhecer os Hang Massive através da minha tia. A deambular pelo Youtube, deparou-se com Daniel Waples, um músico que adquiriu um instrumento único e fora do normal e que, desde aí, viaja um pouco para todo o lado, com o objectivo de dar a conhecer o hang ao mundo e fazer música através dele. De Waples até aos Hang Massive foi um pulinho, sendo que basta procurar por hang no Youtube e são logo transportados para os canais do músico e da banda, respectivamente. 

Quando descobri como funcionava este instrumento musical fiquei absolutamente vidrada. Oco por dentro e aberto por baixo, o hang funciona através de vibrações e cada sítio onda se toca transmite um som diferente, produzindo uma melodia. Melodia que é divinal. Melodia que é capaz de nos fazer ficar de coração cheio. Relaxados. Tranquilos. Em paz. Criei uma ligação imediata com o instrumento, procurando músicas onde o hang estava incluído com o objectivo de acalmar a minha alma, sempre que necessário.

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O concerto foi no Sábado, dia 9 de Dezembro. Apanhámos o autocarro e fomos directos ao Armazém 3 da Avenida Infante D. Henrique ou, como é mais conhecido, Lisboa ao Vivo. O espaço, embora fechado, tinha vários bares espalhados para quem quisesse beber qualquer coisa, contando ainda com um primeiro andar onde as pessoas podiam ver o concerto sentadas. Não estava muito apinhado com pessoas, sendo que tivemos espaço para respirar e estarmos todos à vontade.

O opening act do concerto contou com a participação de uma banda-dueto chamada Govardo, banda pela qual me apaixonei assim que os acordes da guitarra começaram e tive a oportunidade de ouvir a voz do vocalista. Dominik e Jack não dizem ser músicos, mas sim street musicians que decidiram um dia cantar pelas ruas com o objectivo de seguir o sol (~ following the sun // conceito lindíssimo, não é?). Começaram uma tour com os Hang Massive e desde então têm gravado álbuns e progredido a nível musical. Numa mistura entre o folk e o indie, encantaram-nos com as suas músicas originais, proporcionando um início de concerto apaixonante, místico e mágico. Em baixo podem ver algumas músicas que têm no canal de Youtube deles, destacando principalmente o tributo que fazem a Vincent Van Gogh.



Depois deste dueto maravilhoso, chegou finalmente a altura de ouvir Hang Massive. E eles têm razão quando nos dizem que a primeira vez que ouvimos o hang ao vivo é algo do outro mundo. É difícil não repetir-me, mas o instrumento em si transmite-nos uma tranquilidade enorme. Este concerto não é daqueles típicos para nos divertirmos, cantarmos e aplaudirmos a cada 5 segundos. É um concerto para aproveitarmos em silêncio, sentirmos a música e relaxarmos. 

Escusado será dizer que recomendo vivamente todo o tipo de música que envolve este instrumento. Hang Massive são, em si, uma colaboração ideal e divertida para aproveitarmos um bom concerto, contando com a participação de outros cantores pelo meio - como Victoria Grebezs, cuja voz nos encantou como combinação ideal em conjunto com os sons do hang.

Em baixo deixo-vos algumas sugestões para darem uma oportunidade ao hang e, em particular, a esta banda tão boa. 

Já alguma vez ouviram Hang Massive? 

O que acharam depois de ouvirem os vídeos?

Comenta aqui!

  1. Sou apaixonada por música e também ouço um pouco de tudo. É raríssimo não ouvir todos os dias, porque acho que tudo fica melhor com música :)
    Confesso que não conhecia Hang Massive, mas fiquei encantada!

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    1. É mesmo daquelas bandas que mexem connosco e são perfeitas para um dia que queiramos relaxar! :)

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