25.9.17

LIVROS // "A Grande Magia" de Elizabeth Gilbert: A Próxima Leitura Obrigatória


Certos livros são extremamente importantes dependendo da altura em que decidem aparecer nas nossas vidas. Por exemplo: Comer, Orar, Amar (2006) de Elizabeth Gilbert teve um impacto absurdo no meu ser de 16 anos. Sentia-me tão perdida quanto é possível para uma adolescente (obviamente) e senti-o como algo capaz de mudar a minha vida.

Bem, parece que esta autora tem uma maneira de aparecer quando preciso desesperadamente dela; A Grande Magia (2015) tornou-se um dos meus livros favoritos assim que acabei de o ler. Eis o porquê.


Li primeiramente sobre este livro através da Catarina, do Joan of July. Ela recentemente escreveu um livro e contou-nos a nós leitores tudo sobre o que a inspirou a escrever, e A Grande Magia foi definitivamente um dos seus favoritos. E depois de muitas mais reviews e recomendações, finalmente decidi comprar e ler o livro. 

Só tenho pena de não o ter feito mais cedo, gente. 

Este livro tem como objectivo ajudar-nos com a nossa criatividade. Atenção: isto não é sobre como tornar-se o próximo grandioso bestseller. Tenho sempre a leve sensação que muitos destes escritores de auto-ajuda promovem os seus livros assim: "Como tornar-se na próxima J. K. Rowling!", "O que está a faltar para ser o próximo Pollock!", "Eis o que tem que fazer para ser a próxima Kardashian do Instagram" e tudo isto chateia-me. É suposto eu ser a sombra de algum autor muito importante (mesmo que eu amasse ser comparada à Rowling um dia, uma pessoa PODE sonhar!) ou é suposto ser eu mesma? Elizabeth Gilbert é clara como a água sobre isto: não promete sucesso, mas sim felicidade ao transformarmo-nos no nosso eu mais criativo. 


Pela minha Bia ❤ 

5 COISAS QUE AMEI EM "A GRANDE MAGIA"


1. CRIATIVIDADE É A GRANDE MAGIA - É muito interessante ver a inspiração como algo que não é propriamente nosso. Gilbert compara-a a uma espécie de ser espiritual que vai e vem mediante a nossa vontade em tê-lo. Ela tem um exemplo pessoal que me deu arrepios (não vou spoilar); mesmo que não sejam religiosos, ainda assim conseguem gostar desta perspectiva de como a criatividade nasce a partir de nós. Ao mesmo tempo, também nos permite uma certa paz em saber que, se não resultar, não há problema: essa ideia não era suposto ser nossa em primeiro lugar.

2. SER CRIATIVO NÃO É FÁCIL - Eu invejo a forma fácil como ela aborda a pressão na sua escrita, sendo eu uma pessoa que tem muitas dificuldades ao desistir de certas histórias porque não me esforço o suficiente. Há uma frase no livro que é algo do género: "A frustração não é a interrupção de um processo, a frustração é o processo". Realmente, isto diz tudo, certo?

3. SER ESPECIAL? PARA QUÊ? - A experiência pessoal dela tem muito a ver com este ponto de vista. Ela nunca quis escrever bestsellers e nunca quis escrever necessariamente para outras pessoas; até mesmo A Grande Magia é suposto ser algo primeiro para ela e não para nós. Não há problema se não formos feitos para ser populares, famosos, especiais. Ela ensina-nos que é mais importante fazermos aquilo que amamos o máximo de vezes possível de maneira a sermos os melhores naquilo que gostamos, e isso é o suficiente para sermos únicos.

4. FRACASSAR NÃO SIGNIFICA O FIM - Mas antes o início de um novo processo. Gilbert menciona várias vezes o quanto ela amava receber respostas negativas de editoras. O início do filme 5 para às 7 (2014), também em exemplo, tem um aspirante a romancista a emoldurar todas as suas cartas de rejeição numa parede, e suponho que ela tenha feito algo similar em algum momento. Continuem a tentar e não fiquem pessimistas. Ela nunca o fez.

5. NINGUÉM QUER SABER!!! - Não, mas a sério. Independentemente daquilo que fizerem, as pessoas vão querer comentar mas eventualmente também vão seguir em frente. Ninguém quer saber se vocês disserem "olá, estou a escrever um livro". Isso não vos dá uma certa liberdade para fazer o que raio quiserem?


Bem, como podem imaginar, depois de um livro tão esclarecedor, eu fiquei imediatamente inspirada a seguir os seus conselhos. 

A melhor parte é como podemos transformar o discurso dela em qualquer forma de criatividade que preferirem. Quer sejam um artesão, um pintor, um escritor, um escultor, um cozinheiro ou um jardineiro, a criatividade tem um significado diferente para toda a gente. Ainda mais importante, ela diz-nos que é fulcral não desistir dos nossos sonhos e aspirações e que, se a criatividade não estiver a funcionar para vocês num certo assunto, podem simplesmente experimentar outro. 

Contando que se mantenham sempre criativos. 


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5 comments

  1. Já tinha ouvido falar imenso neste livro, mas nunca soube realmente sobre que falava. A tua review deu-me uma explicação muito mais lúcida e fiquei com o bichinho atrás da orelha. Vou adicioná-lo à minha lista de leituras, lá terá de ser! Beijinhos

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  2. O Big Magic foi um dos meus livros preferidos deste ano. Concordo com os pontos que referiste, principalmente com o 5. Quantas pessoas não deixam de fazer aquilo que querem com medo da opinião dos outros. Na realidade ninguém quer saber da nossa vida... Essas expectativas dos outros sobre nós parecem sempre piores na nossa cabeça...

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  3. Este livro subiu na minha lista de prioridades assim que falaste nele. Fiquei mesmo muito curiosa e em breve, um igual a esse, virá morar para a minha estante! Beijinhos :)

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  4. Now I'm curious!
    I've been seeing this book around forever but it never quite sparked my interest!


    http://like-a-fangirl.blogspot.com

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  5. Adorei o post! É a primeira vez que ouço falar deste livro e parece muito promissor! Por acaso não costumo ter muitos problemas a arranjar novas ideias, o meu problema é nem sempre chegar até ao fim, o que pode ser realmente frustrante.Obrigada pela review, fiquei muito interessada! ;)
    Beijinhos!

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